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o filme

O documentário brasileiro AMÉRICA ARMADA acompanha o trabalho de três ativistas que tiveram a coragem de enfrentar a violência armada. Em seu percurso, começa em uma favela no Rio de Janeiro, atravessa a cidade colombiana de Medellin, e chega à costa de Michoacán, no México.

 

Raull Santiago é um jovem que nasceu e cresceu no Complexo do Alemão. Membro do Coletivo Papo Reto, munido de seu celular e determinação, transmite em lives as ações e abusos da ocupação da polícia em sua comunidade. A colombiana Teresita Gaviria perdeu seu filho assassinado há dezoito anos, e, desde então, tornou-se militante do grupo Madres de La Candelária, que promove o encontro entre outras mulheres, que estão na mesma situação que ela, com os assassinos presos de seus filhos e filhas. O mexicano Heriberto Paredes é um jornalista que, mesmo ameaçado de morte, acompanha a luta de grupos de autodefesa compostos por indígenas que resolveram pegar em armas para defender seus territórios e suas vidas contra o narcotráfico e o Narcoestado.

 

O processo de filmagem, nos três países, exigiu a construção de confiança entre a equipe e esse trio de ativistas. Com uma câmera que observa sem interferir, o documentário registra o trabalho dessas pessoas em campo. O AMÉRICA ARMADA nos ajudou a compreender o fenômeno que estamos vivendo no Brasil – de militarização da sociedade civil - como algo que vai bem além do nosso país, e que está intrinsecamente ligado ao que vem ocorrendo em outros países da América Latina nos últimos anos, explica Lanari. E complementa que a estrutura do longa é como uma rede, e as diferenças históricas e culturais de cada país estão presentes, mas os processos sociais são vistos como peças de um mesmo jogo, que se repete em distintos tabuleiros..

A gênese do documentário se dá em 2014, quando os diretores buscaram entender quais eram as semelhanças e diferenças entre o que estava acontecendo no México, com o surgimento das autodefensas, e no Brasil, com a expansão das milícias no Rio de Janeiro. Mais tarde, a Colômbia entrou no filme como um matiz à situação dos outros dois países. Foi assustador perceber que aquilo que estava acontecendo no Brasil durante as filmagens, e que só se aprofundou depois disso, tinha e tem muitas semelhanças com o que já aconteceu - com resultados trágicos - em outros países latino-americanos, fala Pedro Asbeg.

 

A pesquisa começou em 2016, quando os documentaristas e o diretor de fotografia, Pablo Baião, viajaram para os países onde AMÉRICA ARMADA seria filmado. Assim, conheceram não apenas o cenário social, mas também começaram a estabelecer uma relação de confiança com aqueles que viriam se ser seus personagens. Ao longo do ano, mergulharam nos processos em que aquelas pessoas estavam vivendo, para em 2017 voltarem com a equipe completa, e registrarem as atividades desses ativistas durante dois meses.

Nosso primeiro dia era dentro da casa do Raull, mas ele ligou e perguntou se estávamos preparados para acompanha-lo com um morador que havia feito uma denuncia gravíssima. Achávamos que estávamos preparados. E foi um susto! Então o primeiro dia de filmagem já foi cravado pelo inesperado, e foi essa abertura ao inesperado que nos guiou. Hoje sabemos que justo por termos nos aprofundado muito na etapa de desenvolvimento do filme, conseguimos nos equilibrar entre uma atitude de nos deixarmos levar, mas sem perdermos o prumo, recorda a diretora.

 

AMÉRICA ARMADA, dá oportunidade para o espectador olhar muito de perto para determinadas situações e contextos políticos da América Latina, fazendo conexões que em princípio não estão claras, porque não interessa que elas estejam nos holofotes entre os que lucram com a violência. O filme, porém, não tem a presunção de querer mudar o rumo das coisas, mas de jogar luz a um assunto pouco pautado até então, e mudar a forma de compreender o jogo de forças que está acontecendo literalmente agora.

Ficha Técnica

 

DIREÇÃO E ROTEIRO: ALICE LANARI & PEDRO ASBEG   |   PRODUÇÃO EXECUTIVA: CAROLINA DIAS & TEREZA ALVAREZ   |   FOTOGRAFIA E CÂMERA: PABLO BAIÃO   |   SOM DIRETO: MARCEL COSTA   |   EDIÇÃO: PEDRO ASBEG, EDT.   |   EDIÇÃO E MIXAGEM DE SOM: DAMIÃO LOPES   |   CORREÇÃO DE COR: HERBERT MARMO   |   TRILHA SONORA ORIGINAL: RICARDO COTRIM   |   IDENTIDADE VISUAL: TIAGO PEREGRINO   |   ANO: 2018   |   DURAÇÃO: 78 MIN

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FESTIVAIS

• Estreia Nacional em setembro de 2018 na Sessão Hors Concours de Encerramento do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

• Estreia Internacional na Seleção Oficial Competitiva “Largometraje Internacional” do 13º DocsMX, Festival Internacional de Cinema Documentário da Cidade do México

• IX Festival Internacional Pachamama Cinema de Fronteira

• 40º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana

• 42º Festival Guarnicê de Cinema - Prêmio de Melhor Filme Júri Popular e Melhor Roteiro

• 41º Festival International Film de Femmes - Cretéil / France

• 23rd Brazilian Film Festival of Miami – EUA

• 13th Addis International Film Festival – Etiópia

• Bajo la piel, 4º Festival Internacional de Cine de Derechos Humanos de Bolívia

• Tenemos que ver, Festival Internacional de Cine de Derechos Humanos de Bolívia

• 8ª Cine FestBrasil de Montevideo

• 6º Festival de Cine por los derechos humanos - Colombia

• Festival de direitos humanos de Barcelona – Espanha

LABORATÓRIOS E

AMBIENTES DE MERCADO

• RioFilme 2015 - Prêmio Desenvolvimento Edital Viva o Cinema! 2015

• GloboNews/Globo Filmes – Pitching 2016 /assinatura da coprodução.

• DOCSP 2016 - Seleção Lab Desenvolvimento DOC LAB – Vencedor do Prêmio Guadalajara

• Brasil CineMundi 2016 - Seleção 7º International Coproduction Meeting – Doc Brasil Meeting

• FICG 2017 - Convite 13º Encuentro de Coproducción Festival Intl de Cine de Guadalajara (México)

• Docmontevideo 2017 - Seleção DOC LAB e Pitching Series

• DocMontevideo 2018 - Seleção Meetings – Programa Conexão Cultura DF #Negócios 2018, Uruguai

• EFM 69th Festival de Berlin 2019 – DocSalon – Programa Conexão Cultura DF #Negócios 2019

equipe

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ALICE LINARI

DIREÇÃO E ROTEIRO

É mestre em Imagem e Som pela UnB. Seu primeiro longa-metragem, o documentário "América Armada" codirigido com Pedro Asbeg, estreou no 51º Festival de Brasília e desde então circulou em mais de 20 festivais, como o 40º Festival de Havana. É produtora associada de "Democracia em Vertigem", dirigido por Petra Costa e indicado pela Academia ao OSCAR de Melhor Documentário em 2020. Seu segundo longa-documentário, "Nunca Mais Serei a Mesma", filmado em Honduras, Argentina, Brasil e México, está em fase de pós-produção.

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CAROLINA DIAS

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Produtora, produtora executiva e diretora, trabalha em audiovisual desde 2001. Em 2002, fundou a produtora Refinaria Filmes, da qual é sócia-diretora desde então, tendo produzido longa-metragens documentais (“Nheengatu”, “Alma Clandestina", entre outros) e de ficção ("Estive em Lisboa e lembrei de você”, “Raiva” e “Pedro e Inês”) a maioria em co-produção internacional, curtas documentais, vídeos para TV e mostras de cinema. Também dirigiu alguns documentários.

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PABLO BAIÃO

FOTOGRAFIA E CÂMERA

É formado em cinema pela Universidade Federal Fluminense. Fotógrafo de mais de 20 filmes, documentários, séries e novelas. Começou no mercado audiovisual como assistente de câmera, realizando nessa função mais de 30 filmes, como Diários de Motocicleta, Cidade de Deus e Carandiru. Já como Diretor de Fotografia venceu três vezes prêmios de Melhor Fotografia, sendo dois deles no Festival de Gramado por, “Simonal” e “Aos Pedaços”, e outro no Festival de Brasília, por “Para Minha Amada Morta”.

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PEDRO ASBEG

DIREÇÃO E ROTEIRO

Cineasta formado em Londres pela University of Westminster, trabalha desde 1997 como diretor e editor de documentários para o cinema e a televisão. Entre seus trabalhos de edição, estão os longas “Cidadão Boilesen”, “Vou rifar meu coração” e “Relatos do front”, além de séries para a HBO, ESPN, Multishow e Al Jazeera. Desde 1997 dirigiu mais de 10 curtas, todos documentários. Em 2011, estreou como diretor de longas-metragens com “Mentiras Sinceras”. Em seguida, lançou “Democracia em Preto e Branco”, “Geraldinos” e “América Armada”. Dirigiu também séries para o GNT, Canal Brasil, Esporte interativo e canais da internet. É diretor do podcast “Encruzilhadas”, com Gabi Moreira e Luiz Antonio Simas.

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TEREZA ALVAREZ

PRODUÇÃO EXECUTIVA

É produtora de cinema e TV, formada pela Universidade Federal Fluminense. Em 2007 foi produtora executiva dos longas “Orquestra dos meninos” e “Meu nome é Dindi”. Entre 2008/2012, foi coordenadora de produção do Canal Brasil, onde realizou documentários como “LoKi, Arnaldo Batista”, “Dossiê Jango”, “Dzi Croquettes”, “Jorge Mautner - O Filho do Holocausto” e “Olho Nu”. Desde então assinou a produção executiva dos documentários “Cássia”, “América Armada”, “Eduardo Galeano, VAGAMUNDO”, “Lugar de Fala” e “Ney à flor da pele”, além dos projetos para TV “Sangue Latino”, “A Arte do Encontro” e “Contradança”.

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MARCEL COSTA

SOM DIRETO

Iniciou sua carreira profissional no departamento de som em 1999. Desde então já atuou em mais de 100 projetos de longas-metragens, entre ficção e documentário, com destaque para Madame Satã, Tropa de Elite I e II, Hulk, Os Mercenários, Cazuza e Simonal e, entre os docs, O Samba que Mora em Mim, Relatos do Front, Memória em Verde e Rosa e América Armada. Pela sua produtora, a Filmes do Bem, produziu e dirigiu o longa Pulmão da Arquibancada e é produtor do longa documental A Arte Urbana.

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